Quais as vantagens da sua empresa ser gay-friendly?
A goUP2 é uma empresa que reúne serviços e produtos, com o foco único em solução! E quando ela já existe? Bem, quando ela já existe, então a inovamos!
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Quais as vantagens da sua empresa ser gay-friendly?

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Quais as vantagens da sua empresa ser gay-friendly?

Empresas que adotam essa política e fogem da homofobia, buscam tornar a sociedade mais justa e mostrar sua inclusão aos clientes e funcionários.

Que o mundo lá fora é cheio de intolerância, todos já sabem. Não é novidade. Há vinte anos atrás, cerca de duas mil pessoas proclamavam seus direitos civis em uma Parada do Orgulho Gay (Hoje conhecida como Parada LGBTQ+), levantando o tema “Somos muitos, estamos em muitas profissões”. Desde lá, muitas conquistas foram ganhas no espaço profissional. Muitas empresas começaram a entender que a diversidade não é sinônimo de depreciação, e sim de evolução.

Especialistas e consultorias de projetos conseguem auxiliar na construção da política interna e externa, pois é necessário pensar na abordagem que a empresa fará sobre o tema com seus funcionários, reeducando os mesmos sobre os novos valores empresariais e tornando o respeito, um dever a todos, independentemente de suas posições, condições e cargos.

Essa minoria está finalmente conquistando seus espaços. Ainda assim, muitas vezes, tem apenas o ambiente de trabalho como local seguro e que suas qualidades são valorizadas. Isso com certeza impacta em seu rendimento profissional. Especialistas apontam que a grande maioria dá valor aos seus cargos e funções, sendo produtivos e levanto resultados positivos para as organizações. Eles são motivados a estar ali, depois de toda hostilidade vivida durante esses vintes anos, finalmente acreditam que existe um espaço que permite, aceita e incentiva a diversidade de gênero.

Mas nem tudo é esse arco-íris todo…

Quando a empresa está pronta para receber a diversidade?

Muito se fala de diversidade e leis de proteção aos direitos de quem nela está inserida. No entanto, em nenhum momento paramos para pensar o quanto estamos socialmente prontos para lidar e conviver com essas diferenças tão de perto, como na empresa.

Veja que quando falamos de aceitação, isso vai além de alguém não fazer piadinhas ou espancar alguém que seja declaradamente LGBT, quando falamos de aceitação, falo de chegarmos ao ponto de não nos importarmos e nos apegarmos ao gênero das pessoas (feminino e masculino) ou com quem elas se relacionam em sua intimidade, mas sim a aceitação do ser humano simplesmente, te respeito e te aceito somente pelo fato de você ser um Ser racional e emocional com os seus direitos e deveres. Aceitação “de corpo e alma” sabe.

“Nossa, trabalho há tantos anos com a fulana e ela nunca me disse ser casada com uma mulher” – Como se as pessoas tivessem a obrigação de sair falando com quem se deita, o preconceito nasce aí, “Você viu fulano? Nunca leva ninguém na festa de final de ano, estranho né?” – O preconceito mora no “estranho né?”.

Alguns preconceitos são tão intrínsecos que podemos mesmo depois de dizer frases como essas, ainda nos dizermos como não-preconceituosos, e o pior, dizemos isso de forma verdadeira, mentindo a nós mesmos, sem dar conta do preconceito inconsciente, justamente este é o tipo mais difícil de combater, porque você não percebe – ou seja, não consegue corrigir o que não acha ser um erro – Você costuma tomar remédio para gripe sem os sintomas? Com o preconceito é a mesma coisa.

Mas com isso tudo, como vamos inserir as pessoas neste “nicho corporativo de diversidade”? A melhor maneira é cultivar a conversa, dar cursos, palestras e distribuir materiais educacionais de forma a criar uma cultura propicia a aceitação do DIFERENTE.

Veja, você não pode se considerar uma empresa inclusiva se você tem 30% dos seus funcionários LGBT, mas que sofrem qualquer tipo de preconceito, se você nunca dará uma oportunidade para que ele tenha uma promoção na empresa, se eles tem um cargo de chefia e os funcionários não o respeitam por uma condição pessoal, e mais do que isso, se a sua empresa é uma empresa onde os relacionamentos entre funcionários são aceitos, como os seus investidores reagiriam ao saber que existem dois diretores que são namorados ou aquelas gerentes que colocam ordem em tudo são casadas? Lembre-se que quando a empresa aceita relacionamento dentre os funcionários, ela precisa aceitar de qualquer forma. E o mesmo ocorre com negros, amarelos, mulheres ou qualquer outro nicho incluso como minoria, e por falar nisso, qual a diferença real entre o gay (homem ou mulher), o negro, o amarelo ou os tatuados? Talvez a maior diferença seja que os gays e os tatuados são os únicos que podem esconder suas condições das outras pessoas, os negros ou amarelos não tem essa possibilidade.

A verdade, é que olhando de perto, todos nós estamos fora de um padrão estabelecido pela nossa sociedade rotuladora!

Pare alguns minutos e pense, em qual padrão você não se encaixa?

Sou negro? Sou mulher? Sou mãe solteira? Sou gay? Sou masoquista? Sou vegetariano? Sou heterossexual? Sou feio? Sou magro demais? Sou gordo? Tenho HIV?

Estar fora de um padrão faz parte e tentar se encaixar em algo simplesmente para sermos aceitos por outros (que no fundo não se encaixam também) não faz sentido.

Eu não criei esses padrões, ninguém perguntou minha opinião! Eu não concordo! Nós conseguimos sentir o preconceito de alguma forma, pensa bem, com isso não faça o outro sentir o que você não quer sentir também.

Espalhe o que você quer receber de volta, sentimento boomerang, jogue respeito e receba respeito, jogue paz e receba paz, jogue amor e receba amor! = p

Ah, mas a sua empresa é do tipo que não está nem aí para isso? Só o que importa são as $$ no final do mês? Talvez você esteja indo para o lado errado. Pesquisas apontam que pessoas felizes rendem mais que as infelizes no ambiente corporativo. Segurança e aceitação traz felicidade para as pessoas.

Profissionais falam:

Nesse cenário empreendedor ainda vemos certa dificuldade de profissionais para se adequar seus modelos de negócios com diversidade. Procurar o bem-estar de funcionários e até a inserção de novos profissionais.

Quem pode falar melhor sobre esse assunto é a Psicóloga formada pela Universidade São Judas Tadeu de são Paulo, Chaloê Comim. Trabalha a mais de 10 anos na área Organizacional.

Pasmem, que até 1973 a Homossexualidade era considerada doença, classificada dentre os transtornos de personalidade, no manual estatístico de transtornos mentais. Temos a tendência de querer explicar tudo o que acontece. E o fato, é que nunca chegou-se a um consenso que, de fato, expliquei a homossexualidade. Então, há mais de 30 anos atrás, para resolver este “problema” da “falta de explicação” decidiu-se colocar a homossexualidade em uma classe de doenças, pelo simples fato de alterar a ordem “natural” (entre todas as aspas possíveis!) das coisas.

Um psiquiatra chamado Robert Spitzer, foi quem derrubou este mito, fazendo pesquisas e observando o comportamento homossexual. Uma vez que um dos critérios para diagnosticar doenças psicológicas (mentais e/ou distúrbios de personalidade) é ter relação direta com um algum tipo de mal ou sofrimento para si e incapacidade de função social, a homossexualidade não podia ser considerada doença, porque um gay não sofre por ser gay, assim como um hetero não sofre por ser hetero! O que provoca sofrimento ao homossexual é ele não poder viver sua orientação sexual de forma plena, o que muitas vezes, faz com que ele mesmo não se aceite. Isso foi um divisor de águas. A partir daí, o olhar mudou. Hoje a psicologia e a psiquiatria encaram a homossexualidade de maneira tão natural como encara a heterossexualidade. Se tivermos que explicar o “porquê” de todas as coisas, voltaremos ao início do surgimento da vida. Recorreríamos as ciências biológicas, psicológicas e a todas as teorias da criação e ainda não acharíamos uma resposta imutável, que explique tudo. Tudo muda! Existem pessoas que gostam de verde e existem pessoas que gostam de amarelo! Qual a real necessidade de se achar um PORQUÊ disso? Se alguém te perguntasse, por que você gosta mais de verde do que de amarelo, certamente você responderia que o verde te agrada mais ou porque você simplesmente não se interessa pelo amarelo. E tudo bem!! Por que, com a orientação sexual, precisa ser diferente? Você gosta do que gosta, porque te faz feliz, porque te dá prazer, porque sim! E seu amigo gosta do que gosta, pelo mesmo motivo: porque é o que faz ele feliz. A psicologia não vê nada de errado em ser homossexual, bissexual ou heterossexual. Faz parte da sua história, do que você é e isso deve ser totalmente respeitado. Porque antes de “ser” ou “preferir” qualquer coisa, você é uma pessoa. Ser homo ou hetero não te capacita ou incapacita para qualquer função social. O “x” da questão, não está na orientação sexual.

Entrevista:

Qual a importância de uma empresa se mostrar preocupada com funcionários LGBT`S?

Uma organização é uma “mini sociedade”, com um perfil e práticas culturais, muito próprias.

Qual imagem você quer vender para o mercado? De uma empresa de cultura fechada, preconceituosa e ortodoxa? Ou de uma empresa que pensa fora da caixa, aberta a inovação, que respeita as diferenças? Sua empresa quer crescer? Não há como querer crescer, sem abrir-se a novos contextos. Abrir-se a novos contextos, significa abrir-se a novos perfis, a novas possibilidades, a novas gerações com uma infinidade de características uma diferente das outras e, isso, inevitavelmente, pede a necessidade de respeitar as diferenças e saber trabalhar com estas diferenças, todas elas.

Quais as vantagens de ser gay-friendly?

E por que não ser?

Na empresa anterior, tive uma experiência interessante. Eu estava com uma vaga em minha equipe. Enfim, processo normal, agendei entrevista com um dos candidatos. Ele era Pernambucano, nenhuma experiência administrativa, mas eu o chamei mesmo assim. Na entrevista, me apresentei, falei um pouco das atividades do cargo e, então foi a vez dele.

Antes de começar a falar de suas qualidades pessoais, ele olhou pra mim e me disse: Olha, eu tenho algo pra te dizer: Eu sou Gay (5 segundos de silencio, sinceramente, fiquei sem saber como deveria reagir).e então ele continuou: Então, meu nome é fulano, tenho tantos anos..

Depois fiquei me perguntando, qual teria sido o motivo dele começar já me informando sua orientação sexual? Só pude concluir que, certamente, algumas portas se fecharam para ele, por este motivo. Apesar da falta de experiência, ele se mostrou muito disposto a aprender. Em resumo: foi um dos melhores colaboradores que tive e quando ele saiu da empresa, ele treinou a pessoa que ficaria no lugar dele, que lembra da forma como ele a ensinou até hoje. Ele, apesar de ter voltado para a cidade dele, tem contato comigo ainda e é uma pessoa muito querida por todos que trabalharam com ele. Ele se enche de orgulho ainda de falar que trabalhou conosco e para a empresa e isso nos deixa muito feliz! Ele faz uma ótima propaganda da empresa hoje! Se tivéssemos fechado a porta, por um “motivo” tão banal, não teríamos tido a chance de conhecer o trabalho dele. E ele contribuiu muito. Ser ou não homossexual, não define se você é um bom ou mal profissional. Isso não tem que ser critério de exclusão.

Uma empresa que quer crescer, precisa saber trabalhar com todos e disseminar a cultura do respeito. Uma organização que respeita seus colaboradores, também é respeitada tanto por seus colaboradores, como por seus clientes e sociedade porque ela se apropria da imagem: “uma empresa que respeita”.

De fato, como consigo trazer/adaptar a diversidade para dentro da minha empresa?

Como disse antes, cada empresa é uma mini sociedade, com uma cultura própria.

Então, para trazer ou adaptar a diversidade para dentro da sua empresa, depende se sua empresa tem uma cultura aberta ou fechada. Se sua empresa tem uma direção aberta, uma cultura aberta, com certeza será muito mais fácil. Em uma empresa de cultura aberta, novas experiências e ideias, geralmente são bem-vindas. Mas, se sua empresa tem uma cultura fechada, voltada para si mesma, será muito difícil. Neste caso, digo que, infelizmente, depende da posição que você ocupa na empresa e, se você ocupa uma posição com autonomia de decisão depende do quanto você está disposto (a) a se abrir ao novo.

Se está disposto (a) a mudar, precisa identificar as variáveis que estão impedindo de diversificar. Qual a função de manter-se sempre da mesma forma, com as mesmas pessoas, com os mesmos perfis, fazendo a mesma coisa? Quais são as variáveis que controlam esta pratica? Em qual variável preciso mexer para instalar novas práticas? Quem são as pessoas dispostas a colaborar? A partir de então, pode-se gerar um plano de ação com práticas educativas sobre diversidade, estimulando e reforçando pequenas atitudes de respeito, promovendo encontros entre as equipes. O “job rotation” pode ser uma ideia muito enriquecedora para este fim, pois além de trazer aprendizado pessoal, promove maior contato com todas as áreas da empresa, funções e colegas de outros setores, estimulando e reforçando praticas colaborativas.

– Chaloê Comim – Coordenara operacional – CRM Gestão de Pessoal LTDA

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